# A verdade sobre o dízimo (parte 2): no Novo Testamento

> O Novo Testamento exige que o cristão dê 10% da renda? Examinamos Hebreus 7, Mateus 23 e 1 Coríntios 9 e mostramos o modelo bíblico para contribuir.

- Autor: Isaac Corzo
- Publicado: 2023-04-01
- Tema: A igreja
- Fonte: https://truthinformed.com/pt-br/artigos/a-verdade-sobre-o-dizimo-parte-2
- Original (inglês): https://truthinformed.com/articles/the-truth-of-the-tithe-part-2

Vamos lembrar do que esta série de dois artigos *não* trata. Esta série não pretende dar aos cristãos licença para não contribuir de forma alguma. Também não pretende convencer os cristãos a dar menos ou a ser mesquinhos com Deus. E, por último, esta série não pretende desculpar o coração endurecido, relutante em dar com abundância e sacrifício. Nesta parte da nossa série de duas partes sobre o dízimo, vamos rever definições cruciais e, em seguida, desmontar e refutar as passagens do Novo Testamento mais usadas pelos defensores do dízimo para "incentivar" as pessoas a contribuir. Depois, vamos lembrar você de como deve ser um modelo bíblico de contribuição para os cristãos da Nova Aliança hoje e concluiremos com mais algumas reflexões sobre o assunto.

Se você ainda não leu a primeira parte desta série, [Parte 1: no Antigo Testamento](/pt-br/artigos/a-verdade-sobre-o-dizimo-parte-1), leia-a para entender melhor os argumentos abaixo.

## Definições

Antes de continuar nosso estudo, precisamos reafirmar o que queremos dizer com dízimos e ofertas. Dizimar *não* é sinônimo de contribuir. Se concluíssemos que nós, cristãos, não somos obrigados a dizimar, não estaríamos dizendo que não se espera que contribuamos. O dízimo, segundo a Bíblia, é 10% de alguma coisa (Números 18:21; Levítico 27:30, 32; Deuteronômio 14:22-27, 28-29). Mas dez por cento de quê? Na Lei mosaica, **o dízimo era a entrega de 10% do aumento da colheita cultivada na terra de Israel ou do gado que se alimentava da terra de Israel**: estava sempre ligado à terra de Israel, e *não* se baseava na renda da pessoa. O dízimo era entregue várias vezes por ano e, na verdade, chegava a pelo menos 20% (falamos mais sobre isso na Parte 1).

**A oferta, segundo a Bíblia, era basicamente sinônimo de "sacrifícios" (como os sacrifícios de animais), mas também incluía grãos e vinho**. Em termos estritos, ela *não* significa "dar além" do dízimo. Embora seja verdade que algumas ofertas no A.T. eram voluntárias (por exemplo, a oferta pacífica), outras eram claramente obrigatórias (por exemplo, o holocausto para a expiação dos pecados). Havia cinco tipos de ofertas, todas encontradas em Levítico: o holocausto (Levítico 1:1-17; 6:8-18), a oferta de cereais (Levítico 2:1-16; 6:14-23), a oferta pacífica (Levítico 3:1-17; 7:11-36), a oferta pelo pecado (Levítico 4:1-5:13) e a oferta pela culpa (Levítico 5:14-6:7). Dízimos e ofertas devem ser mantidos distintos, pois cada um tinha propósitos muito diferentes.

## No Novo Testamento

Então, agora que sabemos, pela Parte 1 desta série, como era o dízimo no Antigo Testamento, o que dizer do Novo Testamento? Existe algum mandamento que nos *obrigue* a dizimar da nossa renda? A seguir, vamos tentar enfrentar três dos principais argumentos do Novo Testamento usados pelos defensores do dízimo: Hebreus 7:1-10, Mateus 23:23 (com o paralelo em Lucas 11:42) e 1 Coríntios 9:13-14. Há muitos outros argumentos e interpretações apresentados pelos defensores do dízimo, mas esses são três dos mais comuns.

## Melquisedeque e Abraão

Hebreus 7 é frequentemente usado para apoiar o dízimo, e o argumento costuma ser mais ou menos assim: Abraão pagou o dízimo a Melquisedeque, Jesus é sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque, então agora devemos nossos dízimos a Jesus; ou então: Abraão pagou o dízimo a Melquisedeque, Jesus *é* Melquisedeque, então Abraão fez o que nós, cristãos, também devemos fazer: dizimar. Esses argumentos têm vários problemas.

**O objetivo dessa seção de Hebreus é provar que o sacerdócio de Melquisedeque é superior ao sacerdócio levítico e araônico**. O argumento é apresentado como parte de uma discussão mais ampla para demonstrar que o sacrifício de Jesus é superior aos sacrifícios da Antiga Aliança, e que Jesus é superior aos anjos; portanto, o sacerdócio de Jesus é maior que o de Arão (o que se mostra demonstrando que o sacerdócio de Jesus é o mesmo de Melquisedeque).

Ao comprovar que o sacerdócio de Jesus é maior que o de Arão, igualando-o ao sacerdócio eterno de Melquisedeque, o texto apresenta a cena de Abraão entregando o dízimo a Melquisedeque. O maior (Melquisedeque) recebeu o dízimo do menor (Abraão), e assim se ensina que Abraão é nosso exemplo, como cristãos, para entregarmos nossos dízimos a Jesus (o maior sacerdote) e, por extensão, aos líderes da igreja. Até certo ponto, faz sentido.

Mas a passagem não diz nada sobre *Jesus* receber dízimos e, na verdade, **o dízimo *não* é o ponto principal do autor de Hebreus**. O que ele quer mostrar é que Melquisedeque é superior a Arão e aos outros sacerdotes porque não morreu (e recebeu dízimos), enquanto todos os outros morreram. A referência ao dízimo, no entanto, era descritiva, não prescritiva; ou seja, ela simplesmente *descreve* o relato de Abraão e Melquisedeque, mas não *prescreve* nem nos ordena seguir e obedecer ao que Abraão fez.

Também vale notar que **o dízimo de Abraão foi *voluntário*, ao contrário do dízimo obrigatório do A.T.; também não veio da renda dele; e o dízimo de Abraão foi dado como ação de graças a Deus pela vitória na guerra**. Embora certamente possamos aprender com Abraão que devemos ser um povo generoso, de coração grato, é um certo exagero concluir, a partir dessa passagem, que *dizimar a décima parte da nossa renda é obrigatório* para os cristãos hoje. Esse episódio foi simplesmente a maneira de Abraão demonstrar sua gratidão a Deus, o que, *é claro*, faríamos bem em imitar. A partir dessa passagem, também podemos *talvez* supor que 10% pode ser um bom ponto de partida para a nossa contribuição.

## Jesus e o dízimo

Outra passagem frequentemente citada pelos defensores do dízimo é Mateus 23:23 e sua passagem paralela, em Lucas 11:42. Com base nesses versículos, argumenta-se que Jesus, em vez de *exigir* o dízimo, ainda assim elogia, endossa e aprova a prática; e que, se Jesus quisesse anular a lei do dízimo, essa teria sido a oportunidade perfeita para fazê-lo. Mas algumas coisas podem ser ditas sobre esses pontos.

Quanto a revogar a lei, Jesus não teria feito isso. Lembre-se de que Ele não veio abolir a Lei, mas cumpri-la. **Não faz sentido dizer que Jesus teria descontinuado o dízimo sabendo que Ele mesmo iria cumpri-lo**. O seu sacrifício perfeito, então, era necessário para inaugurar a Nova Aliança, que de fato cumpriria a prática do dízimo do A.T. (junto com muitas outras exigências do A.T., como os sacrifícios no templo, o sábado, a circuncisão etc.). Ele sabia que também resolveria a questão do dízimo na cruz.

Além disso, é importante lembrar que, enquanto Jesus estava vivo, **a Antiga Aliança ainda estava em vigor. Portanto, *é claro* que Jesus elogiaria os judeus por dizimarem**, assim como os elogiaria por circuncidarem seus filhos (o que não é mais exigido), por guardarem o ano do Jubileu (também não mais exigido) ou por obedecerem à lei do levirato (não mais exigida, graças a Deus; pesquise). Portanto, o argumento do elogio é muito fraco.

Então, novamente, é um certo exagero dizer que nós hoje, como cristãos da Nova Aliança debaixo da graça, ainda somos *obrigados* (de forma legalista) a dizimar, usando as passagens de Hebreus e Mateus como apoio. Mais especificamente, **não se pode extrair dessas passagens que somos *obrigados a dar a décima parte da nossa renda à nossa igreja***, que é a definição de dízimos e ofertas que os líderes de hoje querem que aceitemos. Mas existem outros argumentos a favor do dízimo que envolvem Jesus?

Outra passagem frequentemente citada pelos defensores do dízimo que envolve Jesus está em Marcos 12:41-42, em que uma viúva lança suas duas últimas moedinhas de cobre na arca do tesouro do templo, enquanto os ricos davam grandes quantias de dinheiro. Jesus então diz: "Em verdade vos digo que esta pobre viúva lançou mais que todos os que lançaram na arca do tesouro; Porque todos lançaram daquilo que lhes sobra; mas esta, da sua pobreza lançou tudo o que tinha, todo o seu sustento". Então, o que está acontecendo aqui? O dízimo está sendo ordenado, ou mesmo elogiado?

Deve ficar claro que **essa passagem não nos ensina que dizimar 10% da nossa renda é uma ordem, pois, na verdade, a viúva deu 100%**. Então agora somos ordenados a dar 100%? Não, e nenhum pastor diria ou faria isso ele mesmo; simplesmente não é prático. O que Jesus está nos ensinando aqui é que **contribuir é, e deve ser, uma questão do coração e de fé profunda**. Foi preciso muita fé, e foi exponencialmente mais difícil, para a viúva dar suas duas últimas moedas do que para os ricos darem seus dízimos e ofertas. Devemos, portanto, nos perguntar se realmente estamos contribuindo crendo que Deus proverá para nós, seja dando 1% ou 100%! Alguém pode estar dando 50% (da renda, do aumento, das vendas, do lucro, dos ganhos de capital etc.) e, ainda assim, não estar contribuindo com fé nem agradando a Deus.

## Paulo e o dízimo

Em 1 Coríntios 9:13-14, Paulo diz: "Não sabeis vós, que os que administram as coisas sagradas, comem daquilo que é sagrado? E os que continuamente estão junto ao altar, com o altar participam? Assim também ordenou o Senhor, aos que anunciam o Evangelho, que vivam do Evangelho". Para muitos, esses parecem ser os versículos decisivos para determinar se os cristãos são ou não obrigados a dizimar da sua renda; é o melhor argumento dos defensores.

Assim como os sacerdotes do A.T. recebiam seu sustento dos dízimos e ofertas do povo, os pastores hoje devem receber seu sustento da nossa contribuição. É isso que Paulo parece estar dizendo, e concordamos. Mas **o que Paulo *não* está dizendo é que os pastores de hoje são o mesmo que os sacerdotes do A.T., e que nós, cristãos, somos *obrigados* a dar 10% da nossa renda à igreja local**. Paulo nem sequer era pastor, mas apóstolo/evangelista/missionário, e ele diz que, embora pudesse ter o *direito* de pedir essas contribuições, não faria uso desse direito por causa do evangelho (embora, provavelmente, por causa da dureza do coração dos coríntios). De qualquer forma, você já ouviu falar de algum pastor que tenha aberto mão desse direito?

Se você conheceu um pastor que abre mão do seu direito ao sustento financeiro da congregação, trate-o com honra tripla, pois ele provavelmente precisa trabalhar horas extras em outro ofício para pagar as contas. Às vezes os pastores não podem ser sustentados financeiramente por suas congregações, mas continuam pregando e ensinando, e com razão se recusam a enganar seu povo com ensinos sobre dízimos e ofertas obrigatórios de 10%. E isso porque entendem e desejam imitar a humildade e a dedicação de Paulo ao evangelho e à verdade. Ainda assim, devemos dizer que Deus *instituiu* que os pregadores e mestres do evangelho vivam dele, e isso é perfeitamente correto, mas não enganando o povo com [falsos ensinos](/pt-br/artigos/como-discernir-falsos-mestres) sobre dízimos e ofertas.

**A partir dessas passagens do N.T., podemos concluir que dar 10% da nossa renda não é obrigatório, e que não entregar o dízimo (ou seja, não chegar a 10% na sua contribuição) *não* é pecado**, embora muitos pastores tentem fazer você pensar o contrário. Essa verdade nos dá espaço para dizer que não contribuir pode ser aceitável em certas situações (por exemplo, se você fica pobre ou já é pobre, mas lembre-se da viúva pobre). Estamos debaixo da Nova Aliança da graça, na qual se encontra um paradigma diferente para a contribuição. Então, como devemos contribuir? O que *se espera* de nós?

## 2 Coríntios 9:7

Nos capítulos 8 e 9 de 2 Coríntios, Paulo apresenta como devemos contribuir financeiramente por causa do evangelho. Ele elogia aqueles que lhe deram dinheiro e exorta os outros a continuar contribuindo. **Mas ele lembra aos seus ouvintes coríntios que o que semeia pouco, também pouco colherá; e o que semeia generosamente, também generosamente colherá**. De fato, essa provavelmente era a maneira de Paulo lembrar e despertar o coração endurecido dos coríntios para darem o seu melhor e contribuírem com abundância ao Senhor e à Sua obra por meio de Paulo, como os macedônios haviam feito.

Então, em algum lugar desses capítulos iluminadores, Paulo escreve o que deveria ser o versículo de referência de todo cristão quanto a dízimos e ofertas (que deveriam ser substituídos simplesmente pela palavra *contribuição*): 2 Coríntios 9:7. Esse versículo diz: **"Cada qual faça como propõe em seu coração, não com tristeza, ou por obrigação; porque Deus ama ao que dá com alegria"**. Essa teria sido a oportunidade perfeita para Paulo *confirmar* o dízimo do A.T., mas ele não o fez.

Esse versículo anula todos os argumentos a favor da *obrigação* de os cristãos *dizimarem da sua renda*. O mandamento é contribuir, mas contribuir *conforme cada um propôs em seu coração*, e *não por obrigação*. **Quando os pastores tentam manipular suas congregações para que deem o dízimo (10%) da sua renda, eles tiram do povo a liberdade de dar o quanto quiser e a alegria de contribuir**. Mas não deixe que essa realidade se torne uma desculpa para você não contribuir com abundância; sirva a Deus, e não aos homens.

Então, aqui cabe uma palavra de cautela: todos somos pecadores e, se não tomarmos cuidado, podemos estagnar na nossa contribuição, a ponto de não contribuir em nada, tudo em nome de sermos "livres em Cristo". Nossa liberdade no N.T. não é desculpa para não contribuir (nem para contribuir pouco), porque a contribuição generosa *é* exemplificada no Novo Testamento e esperada por Deus. Procure sempre superar a sua contribuição, não diminuí-la (pense nos discípulos que depositavam tudo o que tinham aos pés dos apóstolos para a missão do evangelho, em Atos 4:32-35). Devemos dar o nosso melhor a Jesus, até mesmo com sacrifício; lembre-se da viúva pobre.

## O modelo bíblico para contribuir

-   Contribuir é uma forma de adoração (nenhum aspecto da vida está fora do alcance de Deus)
-   A contribuição deve ser movida pela graça (não por regras)
-   A contribuição deve ser movida pelo relacionamento (por amor a Deus)
-   Contribua de coração alegre (não a contragosto nem para agradar a um pastor)
-   Contribua com regularidade (seja semanal ou mensalmente)
-   Contribua com intenção (para os necessitados e para a sua igreja)
-   Contribua por amor (a Deus e às pessoas)
-   Contribua com ação de graças (por quem Deus é e pelo que Ele fez por você)
-   Contribua para crescer espiritualmente (praticando boas obras e dando cada vez mais)
-   Contribua para receber o louvor de Deus (para ouvir as palavras: "Muito bem, servo bom e fiel!")
-   Contribua com generosidade (o que semeia pouco/generosamente, pouco/generosamente colherá)
-   Contribua proporcionalmente (conforme você prosperou ou de acordo com o que lhe foi dado; 1 Coríntios 16:2 e Deuteronômio 16:17)
-   Contribua em primeiro lugar (antes de cobrir todas as outras despesas, não depois, o que geralmente deixa menos para dar)
-   Contribua com sacrifício (algo que lhe custe para obter, não do que lhe sobra)

## Conclusão

Em suma, exigir o dízimo dos cristãos hoje compromete a expiação completa e perfeita do sacrifício de Cristo (prefigurada pelos sacrifícios do A.T. no templo), o sacerdócio de todo crente (que torna todo cristão um sacerdote, não apenas os pastores), e mina a liberdade que recebemos na Nova Aliança para expressar nosso amor a Deus, à nossa igreja e às pessoas de diversas maneiras. Contribuir, em geral, *é* algo que se espera de nós, mas devemos fazê-lo com alegria e não por obrigação: Deus ama ao que dá com alegria, e todo mundo também.

**O dízimo (redefinido por muitos líderes como *dar 10% da sua renda*) não tem apoio nas Escrituras, e você *não* é obrigado a provar a ninguém que está dando 10% da sua renda (seja bruta ou líquida).** Qualquer líder que tente convencer você do contrário e exigir isso de você é ignorante ou manipulador desonesto e legalista. Para um líder, é fácil compelir e coagir as pessoas a dar 10%, por medo de que o ministério não tenha o suficiente; mas é difícil ensinar às pessoas a verdade sobre a contribuição e deixar que Deus trabalhe no coração delas para que contribuam. A primeira abordagem coloca o controle nas mãos do pastor, enquanto a segunda coloca o controle nas mãos de Deus e de quem contribui, que é onde ele deve estar.

É compreensível que alguns digam que esse ensino sobre o dízimo (que é a verdade, gostem os defensores do dízimo ou não) vai desestimular as pessoas a contribuir com generosidade, levando-as a ser mesquinhas com Deus; e pode ser que sim, mas apenas para aqueles cujo coração não está em ordem com Deus. Mas, afinal, o que é ser mesquinho com Deus? Dar 9% em um mês porque a pessoa teve uma emergência familiar? Quem define o que é mesquinho? Como sabemos que não estamos sendo mesquinhos? Chegando aos 20% que os israelitas tinham de dar? Até eles falharam. Alguém que dá 50% tem automaticamente um relacionamento melhor com Deus do que alguém que dá 10%? Ninguém pode responder conclusivamente a essas perguntas, e nenhuma porcentagem obrigatória resolverá essas objeções, a não ser 100%! Mas é exatamente por isso que Paulo disse para cada um dar conforme propôs em seu coração. A contribuição é um assunto entre quem dá e Deus. Ponto final.

Quando pessoas gratas percebem que a sua contribuição depende delas (e é um reflexo do seu relacionamento com Deus), e não está presa a um valor obrigatório, elas ficam livres para dar o quanto quiserem, inclusive 100%. Ficam livres para contribuir com outras ótimas organizações cristãs que proclamam o evangelho; ficam livres para ajudar um familiar necessitado sem medo de serem repreendidas por seus líderes; ficam livres para contribuir com missionários fiéis; ficam livres para ser tão generosas quanto desejarem. Então, contribua de todo o coração, irmão em Cristo, sabendo que a decisão é sua! Agora a responsabilidade está com você, mas também está com você a demonstração diante de Deus da sua alegria e gratidão.

Esperamos que esta série e estudo em duas partes tenha iluminado você na sua busca pela verdade sobre dízimos e ofertas. Há muito mais que se poderia dizer sobre esse tema, mas esperamos que a base tenha sido lançada. **Incentivamos você a usar a palavra "contribuição" em vez de dízimos e ofertas ao falar sobre a mordomia cristã, pois isso colocará o foco da questão onde ele precisa estar: dar a Deus e aos Seus propósitos com um coração alegre e grato.**